Transformação 2 · Interiorização

Ciência que chegou ao interior

Pesquisa, bolsa e formação superior deixaram de ser privilégio de quem mora na capital. A FAPESPA interiorizou oportunidades e conectou municípios que nunca tiveram ensino superior ou políticas de CT&I perto de casa.

20

municípios atendidos pelo Programa Forma Pará

1.095

vagas de graduação abertas fora da capital

3

regiões com maior concentração de bolsas: Baixo Amazonas, Carajás e Guajará

6

ilhas com Boletim de Sustentabilidade próprio

Interiorização · Programa Forma Pará

Oito cidades que ganharam um curso superior

Em 2020, no meio da pandemia, a FAPESPA e a UEPA levaram educação superior a municípios que não tinham campus de universidade nenhuma.

TCTF nº 001/2020 — Educação Física e Geografia
Benevides
Gurupá
Melgaço
Salinas
Forma Pará: educação superior chegando por todo o território paraense
Forma Pará: educação superior chegando por todo o território paraense.

O que o programa oferece

Formar profissionais em cursos de graduação, técnico e tecnológico direto nesses municípios — qualificando trabalhadores para atuar em empresas públicas, privadas e no próprio empreendedorismo local, sem precisar migrar para a capital.

Parceria institucional

FAPESPA, SECTET e as universidades públicas UEPA, UFPA, UFRA, UFOPA, UNIFESSPA e IFPA.

Forma Pará

Mil e noventa e cinco vagas, longe da capital

Em plena pandemia — quando tudo dizia para recuar — o Forma Pará abriu mais vagas de graduação fora de Belém do que muitos programas conseguem em tempos normais.

1.095

vagas de graduação ofertadas

23

turmas abertas

20

municípios atendidos no total

2020

ano de lançamento — em plena pandemia

Por que isso importa

Para um jovem de Gurupá ou de Melgaço, “fazer faculdade” costumava significar sair de casa, deixar a família e se mudar para Belém — com todo o custo que isso representa. O Forma Pará inverteu essa lógica: levou o curso até a cidade, não o contrário.

Interiorização · Bolsa Pará por região

2020: o ponto de partida

O Bolsa Pará nasceu com compromissos regionais explícitos — metas de bolsas para cada Região de Integração, não só para a capital.

Baixo Amazonas18

bolsas de Iniciação Científica concedidas via UFOPA — R$ 68.400

Carajás125

bolsas nas modalidades Iniciação Científica, Mestrado e Iniciação Tecnológica

Guajará498

bolsas via UFPA (267), UEPA (136) e IFPA (95)

Um detalhe que importa

Guajará concentra Belém e a região metropolitana — por isso tem o maior número absoluto de bolsas. O compromisso real de interiorização se mede nas regiões fora da capital: Baixo Amazonas e Carajás, que também têm metas próprias, não sobras do que “sobrou” da capital.

Caso real · 2020–2021

A ciência que não parou na quarentena

Com as universidades fechadas e as atividades presenciais suspensas, a FAPESPA lançou o projeto “Pesquise na Quarentena” — um convite simples: bolsistas de iniciação científica contando, em podcasts de até um minuto e meio, o que estavam pesquisando durante o isolamento.

Não era sobre produzir ciência de laboratório — era sobre manter viva uma comunidade de pesquisa espalhada por seis municípios, numa hora em que isolamento social também significava isolamento intelectual.

Por que este caso importa

É a prova de que interiorização não é só sobre construir prédio — é sobre manter conexão. Quando a pandemia isolou fisicamente cada pesquisador em seu município, a FAPESPA criou um jeito de mantê-los juntos mesmo assim.

300+

bolsistas de iniciação científica e pós-graduação participantes

6

municípios representados — UFPA, UEPA, UFRA, UNIFESSPA e UFOPA

180

podcasts gravados na plataforma SoundCloud

3º lugar

no Prêmio Inova Servidor da Escola de Governança do Pará (EGPA)

Boletim de Sustentabilidade das Ilhas

O Pará que só se chega de barco

Territórios insulares raramente aparecem em estatística nenhuma — geralmente ficam agregados ao município continental mais próximo. A FAPESPA decidiu olhar para eles, ilha por ilha.

Ilhas já mapeadas

Cotijuba, no entorno de Belém, convive com a pressão do turismo de fim de semana e da ocupação desordenada do litoral de rio. O boletim acompanha indicadores de uso do solo e cobertura vegetal para orientar o manejo dessa área de proteção ambiental.

O que o Boletim mede

Indicador de Pressão Urbana (IPU) e Indicador de Cobertura Vegetal (ICV) — alinhados ao ODS 15 (Vida Terrestre) — mapeando condições ambientais e urbanas dos territórios insulares.

Para que serve

Subsidiar o planejamento territorial e ambiental de gestores públicos e comunidades locais — em territórios onde as estatísticas oficiais tradicionalmente são limitadas ou simplesmente inexistentes.

Fechamento · Transformação 2

O que mudou: a capital deixou de ser a única porta de entrada

1.095

vagas de graduação fora da capital (Forma Pará)

×8

o crescimento de bolsas no Baixo Amazonas entre 2020 e 2022

300+

bolsistas conectados durante a pandemia, em 6 municípios

6

ilhas com estatística própria pela primeira vez

Interiorizar ciência não é distribuir verba igualmente — é reconhecer que Gurupá, Bagre e Cotijuba têm perguntas de pesquisa tão legítimas quanto Belém, e merecem os mesmos meios para respondê-las.

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