TCTF nº 001/2020 — Educação Física e Geografia
Benevides, Gurupá, Melgaço, Salinas
Pesquisa, bolsa e formação superior não são mais privilégio de quem mora na capital. Elas chegaram a municípios que nunca tinham tido um curso superior perto de casa.
municípios atendidos pelo Programa Forma Pará
vagas de graduação abertas fora da capital
regiões com maior concentração de bolsas: Baixo Amazonas, Carajás, Guajará
ilhas com Boletim de Sustentabilidade próprio
Em 2020, no meio da pandemia, a FAPESPA e a UEPA levaram educação superior a municípios que não tinham campus de universidade nenhuma.
Benevides, Gurupá, Melgaço, Salinas
Bagre, Curuçá, Salinópolis, Icoaraci (Belém)
Formar profissionais em cursos de graduação, técnico e tecnológico direto nesses municípios — qualificando trabalhadores para atuar em empresas públicas, privadas e no próprio empreendedorismo local, sem precisar migrar para a capital.
FAPESPA, SECTET e as universidades públicas UEPA, UFPA, UFRA, UFOPA, UNIFESSPA e IFPA.
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2020, Palavra do Presidente e p.77–78.
Em plena pandemia — quando tudo dizia para recuar — o Forma Pará abriu mais vagas de graduação fora de Belém do que muitos programas conseguem em tempos normais.
Para um jovem de Gurupá ou de Melgaço, "fazer faculdade" costumava significar sair de casa, deixar a família e se mudar para Belém — com todo o custo que isso representa. O Forma Pará inverteu essa lógica: levou o curso até a cidade, não o contrário.
vagas de graduação ofertadas
turmas abertas
municípios atendidos no total
ano de lançamento — em plena pandemia
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2020.
O Bolsa Pará nasceu com compromissos regionais explícitos — metas de bolsas para cada Região de Integração, não só para a capital.
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2020, p.24 — Quadro de compromissos regionais.
As mesmas três regiões, dois anos depois — com o volume de bolsas crescendo em todas elas, não só na capital.
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2022, p.40–41.
Caso real · 2020–2021
Com as universidades fechadas e as atividades presenciais suspensas, a FAPESPA lançou o projeto "Pesquise na Quarentena" — um convite simples: bolsistas de iniciação científica contando, em podcasts de até um minuto e meio, o que estavam pesquisando durante o isolamento.
Não era sobre produzir ciência de laboratório — era sobre manter viva uma comunidade de pesquisa espalhada por seis municípios, numa hora em que isolamento social também significava isolamento intelectual.
Por que este caso importa: é a prova de que interiorização não é só sobre construir prédio — é sobre manter conexão. Quando a pandemia isolou fisicamente cada pesquisador em seu município, a FAPESPA criou um jeito de mantê-los juntos mesmo assim.
bolsistas de iniciação científica e pós-graduação participantes
municípios representados — UFPA, UEPA, UFRA, UNIFESSPA e UFOPA
podcasts gravados na plataforma SoundCloud
no Prêmio Inova Servidor da Escola de Governança do Pará (EGPA)
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2021, p.73–74.
Territórios insulares raramente aparecem em estatística nenhuma — geralmente ficam agregados ao município continental mais próximo. A FAPESPA decidiu olhar para eles, ilha por ilha.
Cotijuba, Mosqueiro, Caratateua, Combu, Onças, Marajó. Marajó é a maior ilha flúvio-marinha do mundo — 38.616 km². Um território desse tamanho não pode ficar invisível nas estatísticas do Estado.
Indicador de Pressão Urbana (IPU) e Indicador de Cobertura Vegetal (ICV) — alinhados ao ODS 15 (Vida Terrestre) — mapeando condições ambientais e urbanas dos territórios insulares.
Subsidiar o planejamento territorial e ambiental de gestores públicos e comunidades locais — em territórios onde as estatísticas oficiais tradicionalmente são limitadas ou simplesmente inexistentes.
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.9 e p.43.
Interiorizar ciência não é distribuir verba igualmente — é reconhecer que Gurupá, Bagre e Cotijuba têm perguntas de pesquisa tão legítimas quanto Belém, e merecem os mesmos meios para respondê-las.
vagas de graduação fora da capital (Forma Pará)
o crescimento de bolsas no Baixo Amazonas entre 2020 e 2022
bolsistas conectados durante a pandemia, em 6 municípios
ilhas com estatística própria pela primeira vez