Capítulo 03 de 0803
TRANSFORMAÇÃO 2 · INTERIORIZAÇÃO

CIÊNCIA QUE CHEGOU AO INTERIOR

Pesquisa, bolsa e formação superior não são mais privilégio de quem mora na capital. Elas chegaram a municípios que nunca tinham tido um curso superior perto de casa.

CIÊNCIA QUE CHEGOU AO INTERIOR

20

municípios atendidos pelo Programa Forma Pará

1.095

vagas de graduação abertas fora da capital

3

regiões com maior concentração de bolsas: Baixo Amazonas, Carajás, Guajará

6

ilhas com Boletim de Sustentabilidade próprio

OITO CIDADES QUE GANHARAM UM CURSO SUPERIOR

Em 2020, no meio da pandemia, a FAPESPA e a UEPA levaram educação superior a municípios que não tinham campus de universidade nenhuma.

TCTF nº 001/2020 — Educação Física e Geografia

Benevides, Gurupá, Melgaço, Salinas

TCTF nº 002/2020 — Enfermagem, Gastronomia e Química

Bagre, Curuçá, Salinópolis, Icoaraci (Belém)

O que o programa oferece

Formar profissionais em cursos de graduação, técnico e tecnológico direto nesses municípios — qualificando trabalhadores para atuar em empresas públicas, privadas e no próprio empreendedorismo local, sem precisar migrar para a capital.

Parceria institucional

FAPESPA, SECTET e as universidades públicas UEPA, UFPA, UFRA, UFOPA, UNIFESSPA e IFPA.

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2020, Palavra do Presidente e p.77–78.

Estudo de caso

MIL E NOVENTA E CINCO VAGAS, LONGE DA CAPITAL

Em plena pandemia — quando tudo dizia para recuar — o Forma Pará abriu mais vagas de graduação fora de Belém do que muitos programas conseguem em tempos normais.

Para um jovem de Gurupá ou de Melgaço, "fazer faculdade" costumava significar sair de casa, deixar a família e se mudar para Belém — com todo o custo que isso representa. O Forma Pará inverteu essa lógica: levou o curso até a cidade, não o contrário.

1.095

vagas de graduação ofertadas

23

turmas abertas

20

municípios atendidos no total

2020

ano de lançamento — em plena pandemia

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2020.

2020: O PONTO DE PARTIDA

O Bolsa Pará nasceu com compromissos regionais explícitos — metas de bolsas para cada Região de Integração, não só para a capital.

Baixo Amazonas — bolsas de IC via UFOPA (R$ 68.400)
18
Carajás — IC, Mestrado e Iniciação Tecnológica
125
Guajará — UFPA (267), UEPA (136) e IFPA (95)
498

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2020, p.24 — Quadro de compromissos regionais.

2022: O QUE DOIS ANOS DE INTERIORIZAÇÃO CONSTROEM

As mesmas três regiões, dois anos depois — com o volume de bolsas crescendo em todas elas, não só na capital.

Baixo Amazonas — 115 institucionais + 31 via projetos de pesquisa
146
Carajás — cotas institucionais via UNIFESSPA (IC, Mestrado, ITI)
240
Guajará — concedidas ou em concessão, maior concentração de ICTs do Estado
1.052

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2022, p.40–41.

Estudo de caso

A CIÊNCIA QUE NÃO PAROU NA QUARENTENA

Caso real · 2020–2021

Com as universidades fechadas e as atividades presenciais suspensas, a FAPESPA lançou o projeto "Pesquise na Quarentena" — um convite simples: bolsistas de iniciação científica contando, em podcasts de até um minuto e meio, o que estavam pesquisando durante o isolamento.

Não era sobre produzir ciência de laboratório — era sobre manter viva uma comunidade de pesquisa espalhada por seis municípios, numa hora em que isolamento social também significava isolamento intelectual.

Por que este caso importa: é a prova de que interiorização não é só sobre construir prédio — é sobre manter conexão. Quando a pandemia isolou fisicamente cada pesquisador em seu município, a FAPESPA criou um jeito de mantê-los juntos mesmo assim.

300+

bolsistas de iniciação científica e pós-graduação participantes

6

municípios representados — UFPA, UEPA, UFRA, UNIFESSPA e UFOPA

180

podcasts gravados na plataforma SoundCloud

3º lugar

no Prêmio Inova Servidor da Escola de Governança do Pará (EGPA)

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2021, p.73–74.

O PARÁ QUE SÓ SE CHEGA DE BARCO

Territórios insulares raramente aparecem em estatística nenhuma — geralmente ficam agregados ao município continental mais próximo. A FAPESPA decidiu olhar para eles, ilha por ilha.

Ilhas já mapeadas

Cotijuba, Mosqueiro, Caratateua, Combu, Onças, Marajó. Marajó é a maior ilha flúvio-marinha do mundo — 38.616 km². Um território desse tamanho não pode ficar invisível nas estatísticas do Estado.

O que o Boletim mede

Indicador de Pressão Urbana (IPU) e Indicador de Cobertura Vegetal (ICV) — alinhados ao ODS 15 (Vida Terrestre) — mapeando condições ambientais e urbanas dos territórios insulares.

Para que serve

Subsidiar o planejamento territorial e ambiental de gestores públicos e comunidades locais — em territórios onde as estatísticas oficiais tradicionalmente são limitadas ou simplesmente inexistentes.

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.9 e p.43.

O que mudou

O QUE MUDOU: A CAPITAL DEIXOU DE SER A ÚNICA PORTA DE ENTRADA

  • 01

    Interiorizar ciência não é distribuir verba igualmente — é reconhecer que Gurupá, Bagre e Cotijuba têm perguntas de pesquisa tão legítimas quanto Belém, e merecem os mesmos meios para respondê-las.

1.095

vagas de graduação fora da capital (Forma Pará)

×8

o crescimento de bolsas no Baixo Amazonas entre 2020 e 2022

300+

bolsistas conectados durante a pandemia, em 6 municípios

6

ilhas com estatística própria pela primeira vez