Centelha — fase inicial (ideação e validação)
878 propostas recebidas no Centelha 2 (2022); 200 selecionadas para a 2ª fase; 49 empresas apoiadas até 2024.
O Pará tem a maior floresta tropical do planeta na porta de casa. A pergunta que a FAPESPA passou a fazer é: como transformar isso em ciência, produto e renda — sem repetir o velho ciclo de exportar matéria-prima bruta?
projetos de bioeconomia contratados em 2023 (R$ 11,3 milhões)
pesquisadores envolvidos nesses projetos
cadeias produtivas em foco: açaí, cacau e camarão
empresas apoiadas pelo Centelha II até 2024
Diferente dos dados e das bolsas, que já eram robustos desde o início da série, a bioeconomia é a transformação mais recente deste livro. Mostramos o crescimento real, sem forçar uma continuidade que os dados não sustentam.
Bioeconomia ainda não é um eixo próprio — aparece diluída em projetos ambientais e de pesquisa aplicada.
O Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio) ganha força institucional. A palavra "bioeconomia" passa a aparecer com peso próprio nos relatórios da FAPESPA.
Bioeconomia vira eixo estruturante dos editais — 42 projetos contratados, R$ 11,3 milhões, 192 pesquisadores.
Casos concretos de produto e mercado aparecem: startups como Amazônia Sour e incubadoras como a MULHERES ECO.
Fonte: base mestra de indicadores FAPESPA 2019–2025 — nota de honestidade editorial, conforme diretriz da Seção 3 do briefing original.
CASO REAL · 2025
A "Amazônia Sour" é uma startup de kombucha — bebida fermentada probiótica — que usa sabores amazônicos como matéria-prima central. É bioeconomia no sentido mais literal: pegar o que a floresta oferece e transformar em produto de mercado, com marca própria e tecnologia de fermentação.
O projeto recebeu subvenção econômica via Centelha II — o programa da FAPESPA que existe justamente para isso: tirar uma boa ideia de bioeconomia do papel e colocar no mercado.
Por que este caso importa: É a prova de que "bioeconomia" não precisa ser um conceito abstrato de política pública — pode ser uma garrafa na prateleira, com CNPJ, marca e cliente pagando por ela.
programa de subvenção econômica que financiou o projeto
bebida fermentada probiótica, categoria em crescimento no mercado nacional de bebidas funcionais
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.15.
CASO REAL · 2025
O projeto "MULHERES ECO", com a incubadora EcoAçaí, capacita batedoras artesanais de açaí e outras empreendedoras a formalizar e qualificar o próprio negócio — incluindo treinamento em Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Procedimentos Operacionais Padrão (POP), os requisitos técnicos que separam uma produção informal de uma que pode vender formalmente.
A incubadora funciona dentro do IFPA, em Belém — ligando ensino técnico público a um dos elos mais tradicionais e menos reconhecidos da cadeia do açaí: quem bate o fruto todo dia, quase sempre mulheres.
Depoimento a captar: Este é o candidato mais forte do livro para uma entrevista real: uma batedora de açaí que passou pela incubadora e mudou o próprio negócio. [DEPOIMENTO A CAPTAR COM A FAPESPA]
instituição pública que sedia a incubadora EcoAçaí
certificação técnica que qualifica a produção para venda formal
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.13–14.
Nem toda boa ideia de bioeconomia nasce pronta para o mercado. Centelha e TECNOVA existem para cobrir essa distância — um cuida da fase inicial, o outro da fase de crescimento.
878 propostas recebidas no Centelha 2 (2022); 200 selecionadas para a 2ª fase; 49 empresas apoiadas até 2024.
R$ 11 mi captados via FNDCT/FINEP; R$ 2,8 mi de contrapartida do Estado; R$ 13,8 mi total mobilizado para 2024.
Centelha pega uma ideia com potencial e ajuda a virar empresa. TECNOVA pega uma empresa que já existe e ajuda a inovar e crescer. Amazônia Sour e MULHERES ECO — os dois casos das páginas anteriores — nasceram exatamente nesse funil.
Fonte: Relatórios de Gestão FAPESPA 2022–2024.
Três produtos que o Pará já produz em escala — e onde a FAPESPA está apostando para agregar ciência e valor, não só volume.
Carvão ativado produzido a partir do caroço do açaí — resíduo antes queimado em caldeiras — abrindo caminho para bioplástico e biogás. Centro Tecnológico do Açaí em Belém e o projeto "Inov'Açaí", em parceria com a UFPA.
O Pará já é o maior produtor nacional de cacau — cerca de 146 mil toneladas por ano. Estudo sobre propriedades físico-químicas do cacau nativo paraense e Centro Tecnológico do Cacau em Altamira.
Rede de Inovação e Transferência de Tecnologia do Camarão da Amazônia, com a UFPA — buscando tornar a produção do camarão amazônico mais sustentável e tecnicamente qualificada.
Em nenhum dos três casos a FAPESPA está criando uma cadeia produtiva do zero — está pegando algo que o Pará já produz em volume e adicionando ciência para produzir com mais valor, menos desperdício e mais tecnologia.
Fonte: Relatórios de Gestão FAPESPA 2021–2025.
A bioeconomia paraense não é mais só uma palavra em plano de governo. Tem CNPJ, tem produto na prateleira, tem mulher que bateu açaí a vida toda e agora também empreende. É a floresta em pé virando renda — sem precisar virar madeira cortada.
projetos de bioeconomia contratados em 2023
empresas apoiadas pelo Centelha II
mobilizados via TECNOVA III para 2024
cadeias produtivas com ciência agregada: açaí, cacau, camarão