Metas já comprometidas para 2026
Não é adivinhação. Estes números já estão nos planos oficiais da FAPESPA para 2026 — publicados no próprio Relatório de Gestão 2025, seção “O que iremos fazer em 2026”. Aqui, o livro muda de tempo verbal: de “o que aconteceu” para “o que já está garantido que vai acontecer”.
bolsas mantidas em 2026
(R$ 26 milhões)
dos 476 projetos acompanhados vão receber repasse
(R$ 18 milhões)
empresas contratadas via TECNOVA III
(R$ 5 milhões)
estudos projetados para o ano
(R$ 8 milhões)
Uma pergunta que a FAPESPA nunca tinha feito antes
Pela primeira vez, a FAPESPA vai medir quanto carbono o Pará consegue remover da atmosfera — não só quanto emite.
O que muda
Estudos de remoção de carbono são uma frente inédita no histórico da FAPESPA — uma resposta direta ao momento em que o Pará se tornou palco mundial da discussão climática, com a COP30 em Belém.
Até aqui, os indicadores ambientais da FAPESPA (Barômetro, Boletim das Ilhas) mediam principalmente pressão e impacto. A frente de remoção de carbono muda a pergunta: quanto a floresta em pé está efetivamente absorvendo?
relatórios projetados — um para cada Região de Integração. Um retrato territorial inédito da capacidade de remoção de carbono do estado.
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.38 — “O que iremos fazer em 2026”.
O Boletim das Ilhas ganha um litoral inteiro
O mesmo instrumento que já mapeou 6 ilhas paraenses vai se expandir para 11 municípios da Região do Salgado — o litoral nordeste do Estado.
Os 11 municípios da expansão
Por que o Salgado, e por que agora
É uma região costeira com forte pressão urbana e turística — e com o mesmo tipo de lacuna estatística que as ilhas tinham antes de 2025. O instrumento que funcionou para Cotijuba e Marajó agora se replica para um litoral inteiro.
novos municípios cobertos
territórios com Boletim próprio, de 2025 para 2026
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.38 — “O que iremos fazer em 2026”.
Um observatório só para medir a vida das mulheres amazônidas
Até aqui, os produtos de dados da FAPESPA olhavam para município, região, cadeia produtiva. O Observatório da Mulher da Amazônia é o primeiro instrumento pensado especificamente com recorte de gênero — em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher (SEMU).
É a continuação natural de um fio que já apareceu antes neste livro — da Chamada Mulheres na Ciência (2024) à incubadora MULHERES ECO (2025) — agora formalizado como instrumento permanente de acompanhamento de dados.
Secretaria de Estado da Mulher — parceira institucional do Observatório
ano de lançamento previsto
O fio que conecta este instrumento ao resto do livro
Chamada Mulheres na Ciência
R$ 6 milhões dedicados a pesquisadoras paraenses.
Incubadora MULHERES ECO
Da chamada ao negócio — as batedoras de açaí.
Observatório da Mulher da Amazônia
O compromisso vira dado permanente, em parceria com a SEMU.
Três anos, um mesmo compromisso crescendo em escala institucional.
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.38 — “O que iremos fazer em 2026”.
Mais dado sobre bioeconomia, mais ponte com o mundo
Dois compromissos de naturezas diferentes — um de infraestrutura de dados, outro de relação internacional — que fecham o ciclo de projeções para 2026.
Banco de Dados da Bioeconomia Paraense
Uma infraestrutura de Big Data dedicada exclusivamente à bioeconomia — reunindo, num só lugar, os dados hoje espalhados entre Centelha, TECNOVA e os projetos de cadeias produtivas como açaí, cacau e camarão.
É o mesmo movimento que já vimos com o Anuário Estatístico e o Radar de Indicadores — só que aplicado especificamente à bioeconomia, o eixo mais recente da FAPESPA.
Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.37–38 — “O que iremos fazer em 2026”.
2026 é só o primeiro passo de um plano de 25 anos.
Tudo o que este capítulo mostrou — bolsas, remoção de carbono, expansão territorial, o Observatório da Mulher, o Big Data da bioeconomia — não são metas soltas. São a primeira camada de execução do Pará 2050, o plano estratégico de 25 anos do Estado.
eixos estratégicos — Ciência, Tecnologia e Inovação é o primeiro deles
Regiões de Integração — a mesma malha territorial usada em todo este livro
anos de horizonte de planejamento — até 2050
O Pará 2050 já usa o Barômetro da Sustentabilidade e o Radar de Indicadores da FAPESPA como base de dados oficial. A infraestrutura de conhecimento que este livro descreveu não é só o legado de sete anos — é a fundação sobre a qual os próximos vinte e cinco vão ser construídos.
Próximo: fechamento e transparência
