Capítulo 07 de 0807
Todo este capítulo é projeção 2026

Metas já comprometidas para 2026

Não é adivinhação. Estes números já estão nos planos oficiais da FAPESPA para 2026 — publicados no próprio Relatório de Gestão 2025, seção "O que iremos fazer em 2026". Aqui, o livro muda de tempo verbal: de "o que aconteceu" para "o que já está garantido que vai acontecer".

O Pará que vem

2.190

bolsas mantidas em 2026 (R$ 26 milhões)

91

dos 476 projetos acompanhados vão receber repasse (R$ 18 milhões)

46

empresas contratadas via TECNOVA III (R$ 5 milhões)

300

estudos projetados para o ano (R$ 8 milhões)

Estudo de caso

Uma pergunta que a FAPESPA nunca tinha feito antes

Pela primeira vez, a FAPESPA vai medir quanto carbono o Pará consegue remover da atmosfera — não só quanto emite.

O que muda: Estudos de remoção de carbono são uma frente inédita no histórico da FAPESPA — uma resposta direta ao momento em que o Pará se tornou palco mundial da discussão climática, com a COP30 em Belém.

Até aqui, os indicadores ambientais da FAPESPA (Barômetro, Boletim das Ilhas) mediam principalmente pressão e impacto. A frente de remoção de carbono muda a pergunta: quanto a floresta em pé está efetivamente absorvendo?

Por que a regionalização importa aqui: Um relatório por Região de Integração significa que o Estado vai poder comparar: quais regiões removem mais carbono do que emitem, e quais ainda não. É o tipo de dado que orienta política de incentivo florestal e crédito de carbono com precisão territorial.

12

relatórios projetados — um para cada Região de Integração

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.38 — "O que iremos fazer em 2026".

O Boletim das Ilhas ganha um litoral inteiro

O mesmo instrumento que já mapeou 6 ilhas paraenses vai se expandir para 11 municípios da Região do Salgado — o litoral nordeste do Estado.

Colares

Um dos 11 municípios da expansão.

Curuçá

Um dos 11 municípios da expansão.

Magalhães Barata

Um dos 11 municípios da expansão.

Maracanã

Um dos 11 municípios da expansão.

Marapanim

Um dos 11 municípios da expansão.

Salinópolis

Um dos 11 municípios da expansão.

São Caetano de Odivelas

Um dos 11 municípios da expansão.

São João da Ponta

Um dos 11 municípios da expansão.

São João de Pirabas

Um dos 11 municípios da expansão.

Terra Alta

Um dos 11 municípios da expansão.

Vigia

Um dos 11 municípios da expansão.

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.38 — "O que iremos fazer em 2026".

Estudo de caso

Por que o Salgado, e por que agora

É uma região costeira com forte pressão urbana e turística — e com o mesmo tipo de lacuna estatística que as ilhas tinham antes de 2025. O instrumento que funcionou para Cotijuba e Marajó agora se replica para um litoral inteiro.

11

novos municípios cobertos

6→17

territórios com Boletim próprio, de 2025 para 2026

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.38 — "O que iremos fazer em 2026".

Estudo de caso

Um observatório só para medir a vida das mulheres amazônidas

Até aqui, os produtos de dados da FAPESPA olhavam para município, região, cadeia produtiva. O Observatório da Mulher da Amazônia é o primeiro instrumento pensado especificamente com recorte de gênero — em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher (SEMU).

É a continuação natural de um fio que já apareceu antes neste livro — da Chamada Mulheres na Ciência (2024) à incubadora MULHERES ECO (2025) — agora formalizado como instrumento permanente de acompanhamento de dados.

O fio que conecta este instrumento ao resto do livro: Chamada Mulheres na Ciência (2024, R$ 6 milhões) → incubadora MULHERES ECO (2025, batedoras de açaí) → Observatório da Mulher da Amazônia (2026, dado permanente). Três anos, um mesmo compromisso crescendo em escala institucional.

SEMU

Secretaria de Estado da Mulher — parceira institucional do Observatório

2026

ano de lançamento previsto

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.38 — "O que iremos fazer em 2026".

Mais dado sobre bioeconomia, mais ponte com o mundo

Dois compromissos de naturezas diferentes — um de infraestrutura de dados, outro de relação internacional — que fecham o ciclo de projeções para 2026.

Banco de Dados da Bioeconomia Paraense: Uma infraestrutura de Big Data dedicada exclusivamente à bioeconomia — reunindo, num só lugar, os dados hoje espalhados entre Centelha, TECNOVA e os projetos de cadeias produtivas como açaí, cacau e camarão.

É o mesmo movimento que já vimos com o Anuário Estatístico e o Radar de Indicadores — só que aplicado especificamente à bioeconomia, o eixo mais recente da FAPESPA.

Aprofundamento com a University of Birmingham: O acordo firmado em 2025 (capítulo anterior) ganha continuidade prática em 2026 — sinal de que parcerias internacionais da FAPESPA não são eventos isolados, mas relações que se aprofundam ano após ano.

Fonte: Relatório de Gestão FAPESPA 2025, p.37–38 — "O que iremos fazer em 2026".

Estudo de caso

2026 é só o primeiro passo de um plano de 25 anos

A ponte para os próximos 25 anos

Tudo o que este capítulo mostrou — bolsas, remoção de carbono, expansão territorial, o Observatório da Mulher, o Big Data da bioeconomia — não são metas soltas. São a primeira camada de execução do Pará 2050, o plano estratégico de 25 anos do Estado.

9

eixos estratégicos — Ciência, Tecnologia e Inovação é o primeiro deles

12

Regiões de Integração — a mesma malha territorial usada em todo este livro

25

anos de horizonte de planejamento — até 2050

O Pará 2050 já usa o Barômetro da Sustentabilidade e o Radar de Indicadores da FAPESPA como base de dados oficial. A infraestrutura de conhecimento que este livro descreveu não é só o legado de sete anos — é a fundação sobre a qual os próximos vinte e cinco vão ser construídos.